terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A biopirataria


A biopirataria éapropriação ilegal ou exploração de recursos,  espécies da fauna & flora e do conhecimento das comunidades nativas (comunidades tradicionais indígenas, na sua maioria), e  se estendem por todo mundo, espécies raras, membros e partes de espécies (patas, caudas, presas, chifres, peles, penas) são comercializadas indiscriminadamente, e de forma precária, pois 80% dos animais morrem no transporte ilegal...
Países com maior diversidade de espécies são alvos dessa prática, e o Brasil sempre esteve entre os primeiros.
Na imagem abaixo, numa apreensão ocorrida em 2015 na Indonésia,  toda essa prática cruel e estressante, desde a captura e de se introduzi-las em garrafas plásticas para o transporte de contrabando, essas Cacatuas de crista amarela (Cacatua galerita),  das aves que sobreviveram, certamente sofreram sequelas.
Não adquirir animais de procedência duvidosa, ou melhor, não adquirir animais silvestres e seus derivados, é a única solução para salvar as espécies vitimas de biopirataria, pois sem compra não há venda.
Tão culpados quanto os traficantes são as pessoas que adquirem esses animais.

Professor Ricardo Hisamoto - Biólogo.
A polícia da Indonésia interceptou uma carga que continha várias garrafas pet de água mineral. Dentro delas, dezenas de cacatuas de crista amarela, uma espécie ameaçada. O destino seria o mercado externo.
para saber mais:
http://www.infoescola.com/biologia/biopirataria/
http://m.mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/biopirataria.htm
http://www.amazonlink.org/biopirataria/
http://blogs.oglobo.globo.com/pagenotfound/post/cacatuas-sao-contrabandeadas-em-garrafas-pet-566072.html
https://noticias.terra.com.br/mundo/asia/trafico-de-passaros-cacatuas-sao-presas-e-traficadas-em-garrafas-na-indonesia,4342b7d2de4a71507f9fc5468c41b990d3cmRCRD.html

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O risco de desertificação em regiões do Brasil


A equação é simples; + desmatamento - chuvas = Desertificação!

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) alertou que a crescente desertificação é uma grande ameaça para a agricultura e os ecossistemas do mundo. Para mudar essa realidade, a agência da ONU lançou uma nova iniciativa destinada a conter a propagação da degradação do solo e promover a resiliência às mudanças climáticas.
O programa “Ação contra a desertificação” foi elaborado pela FAO em parceria com a União Europeia e a Associação de países da África, Caribe e Pacífico (ACP) e vai direcionar cerca de 41 milhões de euros para reforçar a gestão sustentável da terra nas áreas mais vulneráveis ??do mundo, em um esforço para combater a fome e a pobreza.
“Desertificação e a degradação da terra são desafios muito sérios. Eles nos levam à fome e à pobreza, além de serem a raiz de muitos conflitos”, afirmou o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva.
“Mas os sucessos recentes mostram que esses problemas não são insuperáveis??. Podemos aumentar a segurança alimentar, melhorar os meios de vida e ajudar as pessoas a se adaptarem à mudança climática”, continuou.
A FAO informa que mais de 70% das pessoas que vivem em terras secas e outros ecossistemas frágeis na África, no Caribe e no Pacífico derivam seus meios de subsistência a partir de recursos naturais.
Ao mesmo tempo, o crescimento populacional e as mudanças climáticas aumentaram a pressão sobre estes ecossistemas, intensificando a degradação e a desertificação, colocando milhões de vidas em risco.
Programa carro-chefe
Em um esforço para reduzir os efeitos da desertificação na África, a Ação Contra a Desertificação terá como base um “programa carro-chefe” já existente: “A muralha verde para o Saara e o Sahel”.
O programa desenvolvido na Burkina Faso, Etiópia, Gâmbia, Níger, Nigéria e Senegal, apoia as comunidades locais, o governo e a sociedade civil a gerirem sustentavelmente e restaurarem suas florestas de terras secas e pastos naturais.
Dois terços do continente africano é classificado como deserto ou terras secas e as mudanças climáticas geraram períodos prolongados de seca. Além disto, a intensa atividade agrícola e de pastagem contribuíram para a degradação do solo e o desmatamento fez com que terras outrora férteis se tornassem hoje áreas desertas.
Na mesma nota, o programa apoiado pela FAO diz que apoia o agroflorestamento e que vai incentivar a criação de escolas de campo para os agricultores, para que eles possam aprender as causas e as melhores formas de combater e prevenir a desertificação.
Enquanto isso, tanto no Caribe quanto no Pacífico, a nova iniciativa terá como alvo os problemas de perda de solo e de degradação de habitats naturais, ajudando as comunidades locais a adotarem melhores práticas de manejo do solo e de gestão de florestas.
Fonte: ONU Brasil

Do Envolverde,  Rodolfo Machado 08/2014
O sudeste do Brasil, parte da região central e do sul caminham para se tornar desérticas. A seca registrada este ano na porção centro-sul, principalmente em São Paulo, está ligada a permanente e acelerada degradação da floresta amazônica. O transporte de umidade para as partes mais ao sul do continente está sendo comprometida, pois além de sua diminuição é trazido partículas geradas nos processos de queimadas que impedem a formação de chuvas.
Os cientistas do (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) há mais de uma década fizeram esse alerta, que a cada ano está pior e mais grave. E coloca em confronto o modelo econômico agropecuário, baseado em commodities, com a área mais industrializada, produtiva e rica do país. E também a mais urbanizada e detentora de 45% da população brasileira e abrigada em apenas 10,5% do território nacional.
O cientista e doutor em meteorologia do Inpe, Gilvam Sampaio de Oliveira, a situação é preocupante e bem mais grave do imaginado em relação a eventos extremos. A comunidade científica está surpresa com a dinâmica das alterações do clima. O número de desastres naturais vem crescendo. Entre 1940 e 2009 houve uma curva ascendente de inundações e o número de dias frios, principalmente em São Paulo, está em franca decadência.
“As questões que já estamos passando, como essa seca, eram projetadas para daqui há 15 ou 20 anos. A área de altas temperaturas está aumentando em toda América do Sul. Em São Paulo e São José dos Campos, por exemplo, há um aumento de chuvas com mais de 100 milímetros concentradas e períodos maiores sem precipitação alguma. E quanto mais seca a região, aumenta o efeito estufa e diminui a possibilidade de chuvas”, alertou o cientista.
O sistema principal formador do ciclo natural que abastece a pluviometria do sudeste começa com a massa de ar quente repleta de umidade, formada na bacia do Amazonas, seguindo até os Andes. Com a barreira natural, ela retorna para a porção sul continental, o que decreta o regime de chuvas.
A revista científica Nature publicou em 2012 um estudo inglês da Universidade de Leeds. O artigo apresentou o resultado de um estudo no qual os mais de 600 mil quilômetros quadrados de floresta amazônica perdidos desde a década de 1970, e com o avanço do desmatamento seguido de queimadas cerca de 40% de todo complexo natural, estará extinto até 2050. Isso comprometerá o regime de chuvas, que seriam reduzidas em mais de 20% nos períodos de seca.
Faixa dos desertos
O sudeste brasileiro está na faixa dos desertos existente no hemisfério sul do planeta. Ela atravessa enormes áreas continentais, como os desertos australianos de Great Sendy, Gibson e Great Victoria, na plataforma africana surgem as áreas desertificadas da Namíbia e do Kalahari e na América do Sul, o do Atacama. Sem qualquer coincidência, ambos desertos africanos, inclusive em expansão, estão alinhados frontalmente, dentro das margens latitudinais, com as regiões dos Estados do Sudeste e do Sul do país.
Essa porção territorial só se viu livre da desertificação com o êxito da Amazônia e a formação da Mata Atlântica. Ambas foram determinantes para se criar um regime de chuvas que mantiveram essas partes do Brasil e da América do Sul com solos férteis e índices pluviométricos mais que satisfatórios à manutenção da vida.
O geólogo do Inpe  e assessor da Agência Espacial Brasileira (AEB), Paulo Roberto Martini,  tem sua teoria para esse fenômeno. Na qual a desertificação destas regiões ocorrerá se o transporte de ar úmido for bloqueado ou escasseado, por ação natural ou antrópica. Exatamente o que vem acontecendo. As investigações geomorfológicas já mostraram que entre os anos 1000 e 1300 houveram secas generalizadas e populações inteiras desaparecerem nas Américas. E isto pode ocorrer novamente, agora potencializado pela devastação causada pelo homem.
“Esse solo da região Sul e Sudeste tem potencial enorme para se tornar deserto, basta não chover regularmente. A distribuição da umidade evitou que essa região da América do Sul fosse transformada num imenso deserto”, explicou Martini.
Segundo o pesquisador, no fim do período glacial, por volta de 12 mil anos, a cobertura do Brasil teria sido predominantemente de savana, como na África, pobre em diversidade e formada por gramíneas e poucas espécies arbóreas. O que ainda é encontrado no interior de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e no Mato Grosso. Entretanto, a umidade oceânica associada à amazônica possibilitou a constituição da Mata Atlântica e seu ingresso continente adentro.
A penetração da flora em áreas de campo realimentou o ciclo das chuvas, nível de umidade das áreas ocupadas e a fertilização do solo. Em milhares de anos formou-se um vasto complexo florestal, atualmente reduzido a menos de 5% de seu tamanho original na época do descobrimento.
“Há uma cultura de degradação e falar em restauração das matas no Brasil é ficção. Só se produz água quando se faz floresta, a sociedade tem que reagir a isso”, observou o dirigente da entidade SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani.
As pesquisas mostram que o povoamento vegetal no que é hoje o território brasileiro teria começado pela costa do Oceano Atlântico, seguindo para o interior ao longo das várzeas dos rios, onde se encontram os solos mais ricos em nutrientes. Foram milhares de anos neste ritmo, o que induziu diversos especialistas a defenderem a tese de que a Mata Atlântica esteve intimamente ligada a Floresta Amazônica, pois ambas detém diversas semelhanças em seus ciclos sazonais e em espécimes de fauna e flora.
Mas com a derrubada desta proteção vegetal e o encurtamento do ciclo de chuvas oriundas do mega sistema amazônico, as mudanças climáticas ganharam impulso e têm causado alterações no desenvolvimento de diferentes culturas agrícolas, entre elas milho, trigo e café com impactos imensos na produção brasileira e norte-americana. A avaliação partiu dos integrantes do Workshop on Impacts of Global Climate Change on Agriculture and Livestock , realizado em maio na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP).
* Júlio Ottoboni é jornalista diplomado e pós-graduado em jornalismo científico.
Desmatamento da floresta tropical pode tornar o Sudeste inabitável pela falta de água
A região de maior desenvolvimento econômico da América do Sul seria um imenso deserto sem a floresta amazônica e a cordilheira dos Andes. Esta é a teoria surgida em estudo feito no Instituto de Pesquisa da #Amazônia (Inpa) e no Instituto de Física Nuclear de São Petersburgo, na Rússia.
Os estudos mostram que mais de 60% do transporte de umidade para algumas áreas do planeta é realizado pela ação direta da floresta. Ela seria uma fonte de vapor muito forte, além de promover uma sucção de umidade na #atmosfera em suas cercanias. Com isto, a vegetação amazônica acabaria sendo um dos componentes na formação, inclusive, de ventos alísios que sopram de leste para oeste e distribuem a umidade de maneira transcontinental.
Para se ter uma ideia da dimensão desta evaporação no território florestal, o volume diário do rio Amazonas atinge 17 bilhões de toneladas, enquanto a vegetação lança à atmosfera 20 bilhões de toneladas por dia em moléculas de água - algo, inclusive, já cientificamente comprovado ser maior que o índice ocorrido na mesma faixa no oceano Atlântico. Um dia da #energia despendida nesta evaporação - que forma as nuvens e auxilia na circulação atmosférica - representa o esforço feito pela Usina de Itaipu, em carga plena, durante 145 anos.
Para saber mais e fontes:
http://amazonia.org.br/2014/10/onu-lan%C3%A7a-iniciativa-focada-na-amea%C3%A7a-de-desertifica%C3%A7%C3%A3o/
http://jornalggn.com.br/noticia/cientistas-alertam-para-risco-de-desertificacao-da-regiao-sudeste
https://www.youtube.com/watch?v=AJtFLUf3HrQ
Professor Ricardo Hisamoto - Biólogo.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

S.O.S. Mata Atlântica: Uma agenda positiva para 2017

Uma agenda positiva para 2017
10/01/2017


Artigo de Marcia Hirota* – Ao longo dos seus 30 anos, completados em setembro de 2016, a Fundação SOS Mata Atlântica tem construído uma agenda positiva para a Mata Atlântica. Uma atuação inovadora, que valoriza e estimula a mobilização, o conhecimento e o fortalecimento de políticas públicas ambientais eficientes e arrojadas. Compromisso esse que queremos renovar neste início de ano.
A história da defesa da Mata Atlântica é uma história de luta coletiva e cada conquista só foi possível graças à entrega e dedicação de muitas pessoas.
Ainda há muito a ser feito e os atuais contextos políticos e econômicos do Brasil tornam ainda maior o nosso desafio.
Precisamos, com urgência, trazer a agenda ambiental para o centro das decisões do país e que o desenvolvimento aconteça aliado à conservação da natureza.
Por isto, em 2017, continuaremos a monitorar e informar a sociedade sobre a evolução dos indicadores da cobertura florestal, da qualidade da água, das áreas protegidas e da implementação de políticas públicas positivas.
Atentos, daremos continuidade também ao acompanhamento e combate às iniciativas que buscam flexibilizar a legislação ambiental, estimulam o desmatamento ilegal e poluem nossas águas. Buscaremos também inovar, como no estímulo à criação de um marco regulatório para o ambiente marinho e ao cumprimento do Código Florestal, fundamental para alavancar a restauração das nossas florestas e dos serviços ecossistêmicos.
Tudo isto só será possível com o engajamento da sociedade e apoio de todos vocês, parceiros, voluntários, filiados e amigos, fortalecendo nossas alianças para juntos inspirar a sociedade na defesa da Mata Atlântica!
*Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica
Para saber mais:
https://www.sosma.org.br/artigo/uma-agenda-positiva-para-mata-atlantica/
Professor Ricardo Hisamoto - Biólogo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Os três amigos: urso, tigre e o leão

À primeira vista , pode parecer que um urso negro americano , um tigre de
Bengala , e um leão Africano podem não ter nada em comum, mas estes três indivíduos foram vítimas de negligência e crueldade animal quando filhotes, só encontrando consolo um no outro.
O leão, tigre, urso eram de propriedade de um traficante de drogas que não cuidava deles adequadamente. A negligência deixou os animais com problemas de saúde com e ferimentos múltiplos. Finalmente, eles foram resgatados.

Esta é a sua história.
Leo, Baloo e Shere Khan ( colectivamente referidos como BLT , o que é muito legal ) foram comprados em conjunto, como filhotes por um traficante supostamente rico. Como evidentemente , este traficante era muito negligente com os filhotes.
O tratamento negligente dessas criaturas foram descobertos quando o traficante foi preso pela polícia e os filhotes foram resgatados pela ONG Santuário Animal Arca de Noé em Locust Grove, Georgia . Assim então, eles foram reabilitados e curados de suas muitas lesões . No entanto, Baloo necessitou de um pouco mais de trabalho .
Baloo estava na pior forma quando chegou na Geórgia, como ele tinha uma coleira colocada por seu ex- proprietário , e que nunca foi ajustado à medida que crescia , deixando- se a agregar em sua pele. O feixe e a coleira tiveram que ser removidos cirurgicamente, que ocorreu com sucesso e sua melhora foi bem notada!
Os funcionários do santuário separaram BLT quando chegaram, assumindo logicamente que estes três grandes animais predadores tentariam lutar uns contra os outros. No entanto, os animais não têm a amabilidade de serem separados . Acontece que durante o seu tempo de abandono chegaram a confiar um no outro para o conforto e apoio. Então, quando eles foram separados tornaram-se irritáveis e não cooperativos .
Assim, a equipe decidiu colocá-los todos juntos novamente , certificando-se de assistir ao seu comportamento , porque eles tinham certeza de nada de bom viria disso. Mas estes três amigos provaram que estavam errados e tiveram um comportamento melhorado consideravelmente e vivem pacificamente juntos.
O trio estão juntos há 12 anos , passando a maior parte de seus dias brincando , abraçando e sendo apenas adoráveis. Mas não demorou muito para que o governo se envolver. Novos regulamentos federais foram passados que exigem abrigos de felinos com cercas de 5 metros , mas o abrigo de BLT só tinham uma cerca de 3 metros . Se essas novas regras não forem cumpridas , o trio teria que ser dividido depois de 12 anos .
Como você pode imaginar , o aumento da altura das cercas para um gabinete inteiro é muito caro. O santuário foi dito que o custo total para substituir o muro seria uma gritante 489 mil dólares . Isso não seria acessível para um santuário de animais sem fins lucrativos . Mas , ao contrário da crença popular, ainda existem pessoas boas lá fora. Graças ao crowdfunding , o santuário foi capaz de levantar US$ 362 mil.
O Santuário Arca de Noé abriga mais de 1.200 animais, representando mais de 100 espécies . Todos estes animais foram entregues pelos ex- proprietários ou resgatado pelo Departamento de Recursos Naturais. Os animais variam de animais de criação domesticados , tais como ovelhas e gansos , os animais exóticos , como BLT . A entrada para o santuário é livre, e eles dependem somente de contribuições para fornecer alimentos , assistência médica, e de boa vontade para salvar animais em necessidade. Então, doar pode ajudá-los de muitas formas!

Jillian Rogers
SlightlyViral Staff
tradução Ricardo Hisamoto.

Para saber mais e doações:
http://www.noahs-ark.org/blt 

Professor Ricardo Hisamoto - Biólogo.

After years of neglect, these animals still had to face their biggest challenge yet. But you…
SLIGHTLYVIRAL.COM



                                       

Se o video falhar, click no link:

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A carta do Chefe Seattle

Depois de 163 anos, as sábias palavras do Chefe indígena Seattle, sobre o respeito à natureza e preservação do meio ambiente, também descrevem nossa realidade atual sobre os danos causados ao planeta Terra pelas atividades humanas em prol do progresso...

Em 1854, o presidente dos Estados Unidos da América, Franklin Pierce, enviou uma carta ao cacique, Noah Sealth da tribo Duwamish, mais conhecido como Chefe Seattle, onde manifestava o interesse de adquirir a terra onde viviam aqueles índios.
Essa foi a resposta do Chefe Seattle:
"Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa ideia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.
Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem - todos pertencem à mesma família.
Portanto, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Esta terra é sagrada para nós. Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar as suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão. Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda. Não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos.
E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.
O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.
Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecer vivos.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo. Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem as suas crianças o que ensinamos as nossas que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.
Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos - e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar que O possuem, como desejam possuir nossa terra; mas não é possível. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e feri-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.
Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos bravios sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnadas do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruída por fios que falam.
Onde está o arvoredo? Desapareceu.
Onde está a águia? Desapareceu.
É o final da vida e o início da sobrevivência."
Para saber mais:
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/estante/estante_263228.shtml
http://www.halcyon.com/arborhts/chiefsea.html
http://www.context.org/iclib/ic03/seattle/
Professor Ricardo Hisamoto - Biólogo

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

O descarte indevido de lixo na natureza

Se são nos pequenos atos que podemos medir a civilidade de determinados povos, então certamente estamos equivocados sobre o conceito de "Exercício de cidadania" que temos de uma parte considerável da população brasileira.
Recordo-me nos anos 70, as campanhas governamentais dirigidas à população, sobre a conservação e limpeza das vias e áreas públicas (inclusive praias), com o "Slogan" "Povo desenvolvido é povo limpo", e personagem de animação chamado "Sugismundo", em referência às pessoas inconsequentes que descartam lixo nos lugares indevidos.
Em diversas regiões do Brasil ocorre o descarte indevido de lixo, não só nas praias, mas em todos os lugares públicos onde um individuo, grupo ou grupos de pessoas se reúnem, seja no cotidiano ou para comemorar qualquer evento ou fato.
Não é novidade, todo mundo sabe que o descarte indevido de lixo afeta diretamente o ecossistema, no qual também dependemos para nossa subsistência.
O indivíduo errado sempre vai achar uma desculpa para seu ato, porque a negação do certo é a justificativa para sua ignorância.
Empresa, catadores de resíduos e coletores recolhem lixo no local. Local foi palco de 13h30 de festa entre 31 de dezembro e 1º de janeiro.
G1.GLOBO.COM

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Novo estudo confirma o risco de extinção do Guepardo

Um estudo sobre o risco de extinção dos Guepardos foi divulgado em Dezembro de 2016, há oito anos atrás (08/12/2008), o "Daily Mail Reporter UK", publicou uma matéria sobre o relatório do "Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP)".
Nesse relatório, foi divulgado a lista de 21 espécies em perigo de extinção, sendo a Cheetah / Guepardo (Acinonyx jubatus), no topo.
Junto com o Guepardo, outras 21 espécies animais começaram a constar no "Tratado da Vida Selvagem da ONU", incluindo três famílias de golfinhos, seis espécies de aves e cães selvagens africanos.
A lista de espécies ameaçadas de extinção, chamada Lista 1, exige maior proteção. A UNEP disse que o cheetah está extinto em 18 países devido à perda do habitat, caça e à falta de um programa eficaz da criação em cativeiro.
O animal, que pode atingir velocidades de até 120 km por hora, sofreu um dramático declínio de 90% no último século.
"Menos de 10.000 adultos agora vivem na África, e uns 50 escassos na Ásia, principalmente em torno do deserto do Kavir no Irã", segundo a organização.
Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, disse:
 "As espécies que migram por países e continentes estão enfrentando obstáculos cada vez maiores devido à perda de habitat, áreas de alimentação para uso insustentável, às ameaças complexas e emergentes das mudanças climáticas. '
"De fato, o mundo está enfrentando atualmente uma sexta onda de extinções principalmente como resultado de impactos humanos.
"É necessária uma ação urgente e acelerada para garantir que um
planeta saudável, produtivo e funcional seja entregue à próxima geração", acrescentou.
A proteção de cães africanos também foi discutida. "Há também menos de 8.000 cães selvagens africanos, uma queda causada pelo conflito com seres humanos e doenças", disse a organização.
"A espécie foi erradicada do oeste e da maior parte da África central."
Já em 2016, conforme o estudo publicado pela ZSL (Sociedade Zoológica de Londres), só no Zimbábue, a população de guepardos sofreu uma queda de 85%, de 1.200 para no máximo 170 animais em 16 anos.
No Irã acredita-se que existam menos de 50 espécimes.
Para saber mais sobre a matéria de Dezembro de 2008:
http://www.dailymail.co.uk/…/Cheetah-latest-animal-species-…
Professor Ricardo Hisamoto - Biólogo.
Estudo britânico afirma que existem apenas 7,1 mil espécimes no meio selvagem e que impacto humano é principal responsável pelo declínio. Especialistas pedem…
DW.COM|POR DEUTSCHE WELLE (WWW.DW.COM)