terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Manchetes Socioambientais



    



De um lado, as recentes chuvas conseguiram tirar do cheque especial as represas do Cantareira -que, após um ano e meio, deixaram de depender do volume morto. De outro, a quantidade de "gastões" (moradores que elevaram seu consumo) cresceu, a Sabesp já aumentou a retirada de água do sistema e reduziu a intensidade do racionamento -diminuindo as horas em que bairros ficam com torneiras secas. O resultado é que as represas do Cantareira ainda correm risco de chegar ao final do ano em situação crítica, longe de ter debelado a crise. Conforme meta da Sabesp a partir de um cenário conservador (com menos chuvas), elas poderão terminar 2016 com só 5% do volume útil -perto de 27% do total, incluída a água do volume morto FSP, 19/1, Cotidiano, p.B1.
A volta das chuvas fez a Empresa Metropolitana de Água e Energia (Emae) e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) descarregarem os Sistemas Guarapiranga e Rio Grande, o braço despoluído da Billings, para evitar o transbordamento das barragens. Desde 8 de dezembro, cerca de 60 bilhões de litros de água foram escoados - 45 bilhões e 15 bilhões em cada reservatório, respectivamente, após superarem 90% da capacidade. Segundo a Sabesp, que usa os dois sistemas para abastecer cerca de 8 milhões de pessoas na Grande São Paulo, "não há desperdício de água" porque "a sobra do Guarapiranga e do Rio Grande é bombeada de volta para a (Represa) Billings OESP, 19/1, Metrópole, p.A11.
As chuvas dos últimos dias, que causaram estragos em várias cidades do Rio de Janeiro, reavivaram a memória de desastres provocados pelas típicas tempestades da estação. Mas parece algumas lições não foram aprendidas cinco anos depois da morte de 918 pessoas em enxurradas na Região Serrana e de 48 no deslizamento do Morro do Bumba, em Niterói, ocorrido em 2014. Um levantamento aponta que foi gasto menos de 50% do orçamento previsto de quatro programas das secretarias estaduais de Obras e de Defesa Civil. Para especialistas em administração pública, o cumprimento do orçamento para programas de prevenção de acidentes e recuperação de áreas devastadas pelas chuvas é essencial para evitar novas tragédias O Globo, 19/1, Rio, p.8.

Energia

"Com a alta da cotação do dólar, elevaram-se os custos dos equipamentos importados para a produção de energia eólica com impacto na contratação nos leilões que vêm sendo realizados desde 2009. O preço-base, que era de R$ 100 por MW-hora, subiu para R$ 210 o MW-hora. Contudo, as eólicas se mantiveram competitivas. Mesmo com a entrada em operação plena das grandes hidrelétricas em obras na Amazônia, as eólicas devem aumentar sua participação na matriz energética. Com o aumento previsto da oferta de energia gerada pelo vento, o País talvez possa dispensar o uso de usinas térmicas movidas a óleo diesel ou a carvão, mais custosas e mais poluentes", editorial OESP, 19/1, Economia, p.B2.

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